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Renata Ishikawa

Esposa, mãe típica de uma jovem de 18 anos e atípica de uma criança autista de 4 anos. Formada e atuando há 20 anos em administração com pós graduação em finanças empresariais, meu caminho foi re-direcionado quando recebi o diagnóstico de autismo da minha filha caçula. A minha atual missão aqui é ajudar pessoas a conhecer e aprender com as minhas experiências sobre o autismo.

Suicídio de pessoas autistas

Olá, pessoal! Aqui é a Renata Ishikawa! Mãe típica e atípica! Um prazer trazer aqui assuntos e pautas sobre o universo atípico!
Este mês eu gostaria de falar de um tema muito preocupante, suicídio entre as pessoas que estão no espectro do autismo.

No Brasil, como no mundo, pessoas com autismo (TEA) enfrentam um risco significativamente mais elevado de suicídio em comparação à população geral:
Diversos estudos indicam que, pessoas no espectro autista, enfrentam riscos aumentados de pensamentos suicidas, tentativas de suicídio e suicídio consumado, especialmente quando há comorbidades como depressão, ansiedade, ou quando o diagnóstico de autismo é tardio.

O que diz as estatísticas brasileiras:
      •     Pessoas com TEA têm até 10 vezes mais chance de suicídio do que pessoas neurotípicas.
      •     Entre adolescentes e adultos autistas (com idades entre 15 a 30 anos), cerca de 66% relatam ideação suicida em algum momento da vida.
      •     Aproximadamente 30% já planejaram ou tentaram suicídio, principalmente mulheres autistas e autistas com QI alto ou autismo nível suporte 1, possivelmente devido à maior percepção das dificuldades sociais.
      •     O risco de depressão também é maior: pessoas com TEA são cerca de 4 vezes mais propensas a ter depressão.
      •     No Brasil, estima-se que ocorrem cerca de 14 mil suicídios por ano, com 90% passíveis de prevenção com tratamento adequado.

Alguns motivos pelos quais os autistas pensam em suicídio:
Comorbidades psiquiátricas não tratadas– depressão e ansiedade, TDAH, entre outras.
Diagnóstico tardio – dificuldades em obter o apoio ou intervenção adequada (terapias).
Dificuldades emocionais – alexitimia e máscaras sociais (“camuflagem”), afetam a identificação e comunicação do sofrimento
Fatores sociais – rejeição, bullying e exclusão social, isolamento social crônico, desemprego, falta de rede de apoio .

Crianças (abaixo de 12 anos)
Casos de suicídio consumado são raros, mas há registros de ideação e tentativas mesmo em crianças com TEA, especialmente se também houver traumas, abuso ou depressão severa. Muitas vezes, os comportamentos suicidas infantis são mal interpretados como “birra” ou “impulsividade”.

Adolescentes (entre 13 a 18 anos)
Adolescência é uma fase crítica: surgem pressões sociais, bullying, exclusão, e consciência do próprio “diferente”

Adultos jovens (19 a 30 anos)
Falta de estrutura após a escola.
Dificuldades no mercado de trabalho.
Isolamento afetivo e social.
Diagnóstico tardio, o que gera sofrimento acumulado e sem nome por muitos anos.

O que pode ser feito para evitar que isso ocorra:
O diagnóstico precoce e o suporte adequado, incluindo intervenções multidisciplinares adaptada a cada autista com suas necessidades específicas, são fatores protetores importantes.
O suporte e apoio familiar educacional e emocional.
Redes sociais inclusivas que abordem bastante este tema tão importante.
Políticas públicas voltadas para a inclusão social e que garantam acesso a saúde mental da família e do autista, ao lazer e aos estudos.
Sistema educacional que prepare os educadores a trabalhar com alunos no espectro autistas, que entendam e ajudem cada autista em seus desafios diários, e que não se “sintam um peso” por serem “diferentes”.
Campanhas efetivas como o Setembro Amarelo, que mobilizam recursos e informação durante o ano todo, não somente em Setembro.

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